TRÂNSITO VIOLENTO. A morte na estrada que protegia. Sargento da PRE em Farroupilha, Carlos Guimarães da Silva colidiu com uma carreta - BABIANA MUGNOL | Farroupilha, ZERO HORA, 05/02/2011
O sargento Carlos Alberto Guimarães da Silva, 49 anos, morreu na estrada onde costumava zelar pela vida de motoristas. Às 15h40min de ontem, o comandante do Grupo Rodoviário de Farroupilha sofreu um acidente quando retornava com sua viatura de Porto Alegre.
A caminhonete Blazer da corporação colidiu na traseira de um caminhão, no km 50 da ERS-122. O acidente aconteceu na subida da Serra, em um trecho de pista dupla na localidade de Linha Boêmios. Guimarães chegou a ser encaminhado ao Hospital São Carlos, mas não resistiu aos ferimentos.
O motorista da carreta, que transportava um contêiner de vidro, não se feriu. José da Rocha Souza, 65 anos, deslocava-se de Rio Grande com a carga, quando foi surpreendido por um choque na traseira do caminhão.
– Eu vinha a uns 10 km/h, que é o normal de uma carreta carregada, quando escutei um estouro lá atrás. Quando fui ver, a caminhonete tinha entrado embaixo da carreta – contou o caminhoneiro.
De acordo com o comandante do 3º Batalhão Rodoviário da Brigada Militar, capitão Marcelo Ranieri, Guimarães retornava da Capital, onde tinha ido fazer a escolta do ônibus da equipe da SER Caxias, que enfrenta hoje o Grêmio. Guimarães estava sozinho na viatura.
De acordo com o capitão Clodemilton Bueno, comandante da 1ª Companhia Rodoviária de Bento Gonçalves, que atendeu a ocorrência, a causa do acidente deixa dúvidas:
– A suspeita é de que ele possa ter tido um mal súbito, porque não há marcas de freagem na pista, e ele conhecia muito bem a rodovia, porque circulava por ali todos os dias.
Também em Farroupilha, Alex Soletti, 32 anos, morreu à 1h30min de ontem, na Linha Sertorina, no km 105 da RSC-453. Soletti conduzia um Fox, envolvido em uma colisão com um caminhão.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O Sargento da PRE em Farroupilha, Carlos Guimarães da Silva, perdeu a vida na estrada que protegia, mas deixa uma linda e longa história de vida como servidor prestativo e cidadão conceituado, amado e competente em tudo o que abraçava. É mais um herói na longa galeria da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul. Nossos sentimentos.
Militar Estadual, Centauro da Força Pública, Guerreiro nas Revoluções, Protetor Ambiental, Agente de Saúde, Policial Estadual e integrante da Lendária Brigada Militar do Estado Rio Grande do Sul - Este é o Brigadiano(a)- homens e mulheres a serviço da lei, da justiça, da ordem, do direito, do Povo Gaúcho e da Grande Nação Brasileira
sábado, 5 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
OS HERÓIS DO MAR

TRIPLO SALVAMENTO. Resgate heroico em Tramandaí. Em horário de folga e sem equipamentos, salva-vidas se arriscaram para resgatar um trio de adolescentes que se afogava - FRANCISCO AMORIM, Zero Hora 05/01/2011
Dois salva-vidas que nadavam no horário de folga resgataram três adolescentes ontem à noite em Tramandaí. Sem equipamento adequados para retirar o trio do mar, a dupla conseguiu manter as vítimas seguras até a chegada de outros companheiros que ajudaram no salvamento
Passava das 20h30min, quando os PMs Marcelo Freitas e Sérgio Müller nadavam próximo à guarita 144, considerada uma das mais movimentadas da praia, junto ao centro, quando perceberam que dois garotos e uma adolescente se afogavam.
– Os dois nadaram em direção ao trio que estava muito assustado. Como estavam sem boias, tiveram que se manter muito tempo embaixo da água para deixar os adolescentes com as cabeças para fora da água. Com isso os salva-vidas beberam muita água – conta o major Daniel Minuzzi, que atua na coordenação dos salva-vidas da Operação Golfinho.
Pelo menos outros quatro salva-vidas que também nadavam nas proximidades viram os colegas em apuros e se somaram ao resgate.
Como também não possuíam equipamentos, tiveram dificuldades para tirar os adolescentes do mar e ajudar os colegas a também saírem da água.
– As vítimas tiveram muita sorte. Já havia passado do horário da presença dos salva-vidas nas guaritas, mas eles sempre têm o costume de nadar um pouco no final da jornada para relaxar e manter o preparo físico para o outro dia. Em geral, os salva-vidas costumam sempre entrar e sair da água próximo à sua guarita. Isso foi decisivo para verem esse pessoal se afogando – explica o oficial.
O trio e os dois salva-vidas foram levados para o posto de saúde 24 horas de Tramandaí por ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Os adolescentes foram liberados minutos depois de chegar ao local. Já os salva-vidas tiveram de ter atendimento médico especial. Como beberam água, ficaram em observação médica durante toda a noite e realizaram exames.
Conforme o comandante regional do Corpo de Bombeiros, Rogério Alberche, os dois salva-vidas atuam diariamente entre as guaritas 144 e 145 e conheciam o trecho da orla onde as vítimas estavam, assim como seus buracos e correntes, o que pode ter sido decisivo no resgate.
– Foram heróis. Por pouco a imprudência desses adolescentes não acaba em um tragédia.
O local onde as vítimas se afogaram já havia registrado ocorrências de resgate ao longo do dia, segundo os salva-vidas que trabalham em Tramandaí. Buracos e correntes de retorno já haviam assustado banhistas que entraram na água próximo à guarita 144, localizada na região central da praia.
Para comandante dos bombeiros, salva-vidas que passaram mal após resgate foram heróis. Segundo o tenente-coronel Rogério Alberche, conhecimento da orla pelos PMs foi decisivo - Francisco Amorim - Zero Hora online, 05/01/2011
Para o comandante regional do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Rogério Alberche, o conhecimento da orla pelos salva-vidas foi decisivo para o sucesso do resgate de três adolescentes que se afogavam em Tramandaí na noite desta terça-feira. Os profissionais, que estavam de folga no momento do salvamento, passaram mal após a operação.
— Foram heróis. Por pouco a imprudência desses adolescentes não acaba em um tragédia — afirmou o tenente-coronel Alberche.
Sem equipamento adequado para retirar o trio do mar, os PMs Marcelo Freitas e Sérgio Müller conseguiram manter as vítimas seguras até a chegada de outros companheiros que ajudaram no salvamento.
Os adolescentes resgatados, Bruno de Boni Herder, 14 anos, a irmã dele Nicole Herder, de 15; e Leonardo Telles, de 16 anos, são de Caxias do Sul e passam bem.
— As vítimas tiveram muita sorte. Já havia passado do horário da presença dos salva-vidas nas guaritas, mas eles sempre têm o costume de nadar um pouco no final da jornada para relaxar e manter o preparo físico para o outro dia. Em geral, os salva-vidas costumam sempre entrar e sair da água próximo à sua guarita. Isso foi decisivo para verem esse pessoal se afogando — explica o major Daniel Minuzzi, que atua na coordenação dos salva-vidas da Operação Golfinho.
O trio e os dois salva-vidas foram levados para o posto de saúde 24 horas de Tramandaí por ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os adolescentes foram liberados minutos depois de chegar ao local. Já os salva-vidas tiveram de ter atendimento médico especial. Como beberam água, ficaram em observação médica durante o início da madrugada.
''Foi um dos resgates mais difíceis que fiz'', diz o salva-vidas Sérgio Müller. Soldado da Brigada Militar relatou os momentos de tensão no resgate dos três adolescentes - Francisco Amorim | francisco.amorim@zerohora.com.br
Em atendimento médico na noite de quarta-feira, o soldado da Brigada Militar Sérgio Müller, 41 anos, relatou os momentos de tensão no resgate dos três adolescentes. Com 22 anos de experiência, o PM diz ter sido um dos resgates mais difíceis já feitos por ele. Confira trechos da entrevista:
Zero Hora — Como vocês localizaram às vítimas em perigo?
Sérgio Müller — Depois do trabalho, a gente foi nadar para relaxar e manter o preparo. A gente estava saindo da água quando os vimos. Eles estavam gritando, muito assustados. Nos aproximamos e tentamos mantê-los com a cabeça fora da água. Eles estavam em um buraco, uma corrente os puxava para o fundo. Foi um dos resgates mais difíceis que já fiz
ZH — Por que o resgate foi mais do que outros feitos pelo senhor?
Müller — Estávamos sem os aparelhos, sem boia para o resgate. Éramos dois para garantir a vida dos três. Tomamos muita água porque precisávamos ir no fundo, para erguê-los. Quando outros coelgas chegaram, conseguimos tirá-los da água
ZH — Sentiu medo de se afogar também?
Müller — Sim, pois estávamos sem equipamentos. Apesar do preparo, na hora é difícil. Tentamos manter a calma. Eles tiveram sorte de a gente sair da água bem onde eles estavam. Durante o dia já havia dado muita ocorrência naquele local
ZH — Qual o conselho que o senhor dá aos banhistas?
Müller — Não entre na água depois de os salva-vidas encerrarem a jornada de trabalho, depois de os salva-vidas deixarem à guarita. Se banhe bem na beirada. Não se arrisque. Eles adolescentes tiveram muita sorte de a gente estar lá.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Pioneirismo em águas gaúchas

Duas soldados tornaram-se mergulhadoras ao lado de 16 homens - ALINE CUSTÓDIO, ZH de 09/05/2008.
As lágrimas das soldados Cláudia Zasso, 22 anos, e Roseane Militz Carvalho, 26 anos, na manhã de ontem, registraram a emoção de deixar uma marca na história do mergulho do Corpo de Bombeiros do Estado. Elas são as primeiras mulheres a se habilitar para a função.
Após 55 dias de testes e treinos exaustivos ao lado de 16 homens, Roseane e Cláudia receberam os diplomas e comemoraram fazendo apoios, no piso do pátio da Escola de Bombeiros, na Capital. Do grupo inicial de 20 alunos, dois homens desistiram.
- Sonhava em ser mergulhadora desde criança. Lutei muito para chegar até aqui e, por isso, estou tão feliz - comemorou Cláudia.
Até esta formatura, o Estado contava com apenas oito mergulhadores, todos ligados ao Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), em Porto Alegre. As duas pioneiras no mergulho atuarão em batalhões do Interior que não têm profissionais especializados nessa área.
- A cobrança sobre as duas foi igual à dos homens. E tiveram um elogiável desempenho. Não reclamaram de nada, mesmo escondendo as lágrimas em muitas situações - reconheceu o capitão Adilomar Silva, um dos instrutores do curso.
Entre as dificuldades enfrentadas no treinamento, as soldados elegeram o frio como principal inimigo.
- Chegamos ao nosso limite físico e psicológico várias vezes, mas acho que conseguimos concluir o curso porque nos apoiamos uma na outra - afirmou Roseane.
No batismo no mar, realizado sexta-feira passada em Porto Belo (SC), os alunos enfrentaram ondas de mais de três metros durante a passagem do ciclone extratropical pela região.
- Faríamos tudo novamente. Valeu a pena cada minuto - resumiu a soldado Cláudia.
Quem são elas:
Roseane Militz Carvalho - Natural de São Pedro do Sul, 26 anos, Soldado do Corpo de Bombeiros de Passo Fundo há um ano e sete meses. Continuará como mergulhadora no mesmo batalhão.
Cláudia Zasso - Natural de Nova Palma, 22 anos, Policial militar há dois anos. Atuava no Batalhão de Operações Especiais, na Capital. Passará a integrar o Corpo de Bombeiros de Santa Maria.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Tributo ao Homem Fardado

Começamos este blog homenageando estes heróis da nova geração da Brigada Militar, homens e mulheres que ,apesar dos baixos salários, parcos recursos e apoio insuficiente da lei e dos Poderes deEstado, estão nas ruas arriscando a vida em prol do bem estar da sociedade.
De Ari Pinheiro e Ubirajara Anchieta
O Rio Grande ainda era piá
Quando a Brigada surgiu.
E foi a pampa que pariu
Seu estro de soberana
Velha Milícia pampeana
Sempre na frente da luta
Forjando a brava conduta
Da família brigadiana.
A história, século e meio
Narra conquistas, entreveiros
Guapos e fiéis brasileiros
Enobrecendo fileiras
Ouviram soar nas ileiras
Tocadas por mãos de taita
Melodias num velha gaita
Para alegrar as trincheiras
Na Guerra do Paraguai
Teve o primeiro batismo
Num brado de gauchismo
Carimbou sua identidade
Lutando com hombridade
Sem desprezar os contrários
Mostrando aos adversários
Lições de brasilidade
Depois, em noventa e três
De novo ergueu a crista
E sem medir sacrifício
Fez da luta seu ofício
E da coragem sua bandeira
Enterrando nas laranjeiras
O bravo coronel Fabrício.
Da batalha do Avaí
Ao combate de Buri
Desde cedo foi assim
Que a "briosa" se portou
Em cada lugar que lutou
Ganhou um pouco de glória
Deixando restros de história
Em cada chãoque pisou...
Tomara que neste pampa
Onde a paz já fez morada
Vive sempre irmanada
Nas notas de um canto novo
Mas se um dia o meu povo
Ver esta terra ultrajada
Sou mais um a vestir a farda
E ser brigadiano de novo.
Me alisto de voluntário
Sem que o pago me convide
Para que ninguém duvide
De tua fibra de raiz
Lume de pátrio matiz
Alumbrando feitos notórios
Do teu corpo provisório
Neste garrão de país.
Volto a trilhar o caminho
Que pisaste velha Brigada
E esta honra legada
São valores fontais
Da força que habita em nós
É o presente da história
É tributo de amor e glória
O holocausto dos teus heróis.
Um dia velha Brigada
Quiseram manchar teu nome
Mas o tempo não consome
Quem se fez por ideal
Ninguém seca manancial
História ninguém apaga
Nãose mata a fio da adaga
Quem já nasceu IMORTAL!
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