segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

MANDARAM A GENTE SE ENTREGAR, MAS REAGIMOS!



ZERO HORA 30/12/2012 | 08h56

Assalto em Cotiporã. "Mandaram a gente se entregar, mas reagimos", diz PM que participou de ação. Policiais relatam a troca de tiros com criminosos que tentaram assaltar fábrica de joias na Serra

Três criminosos morreram no confronto com a BMFoto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Humberto Trezzi (texto) e Ronaldo Bernardi (fotos), de Cotiporã

Eram 2h15min quando os soldados da Brigada Militar Derquis Adriano Martins e Sedenir Silva toparam com uma Fiat Strada em alta velocidade, com pelo menos sete pessoas seminuas na caçamba. Não tiveram dúvidas: era um dos veículos usados pela quadrilha que acabara de explodir uma fábrica de joias em Cotiporã. E os desafortunados na caminhonete eram reféns dos bandidos.

Derquis e Sedenir, que trabalham no serviço reservado da BM em Bento Gonçalves, sabiam que a quadrilha faria o assalto, mas não sabiam onde. Foi então que receberam uma ligação, logo após a 1h30min, relatando 10 pequenas explosões de dinamite que destroçaram a fábrica de joias Guindani, em Cotiporã, distante 30 quilômetros de Bento.

A dupla ganhou apoio de dois outros policiais, pegou os fuzis, pistolas e entrou num Vectra com as cores da BM, se deslocando a mais de 100 km/h para Cotiporã. Foi no caminho, numa estrada de chão batido, que os PMs viram a caminhonete repleta de reféns — todos sem camisa, mãos para cima, apavorados.

Antes mesmo que pudessem se dar conta de que o veículo era da quadrilha, os brigadianos foram recebidos a bala. Uma saraivada de tiros de fuzil AK-47 acertou em cheio a viatura policial. Os PMs revidaram com tiros de fuzil FAL e mataram um bandido que estava num outro veículo, um Audi com placas frias, de São Luiz Gonzaga. O criminoso, que vestia colete a prova de balas e traje tático (estilo militar), morreu com um tiro na cabeça. Os outros criminosos dispararam e feriram os dois PMs que acompanhavam Derquis e Sedenir. Um deles, o soldado Neivaldo, recebeu tiros numa perna e num braço e ficou caído na estrada.

PM ferido em confronto com bandidos em Cotiporã passa bem. Neivaldo Nondillo está internado no Hospital Pompéia, em Caxias do Sul

Dois PMS ficaram feridos em confronto com parte de uma quadrilha que havia atacado uma fábrica de joias, em Cotiporã. A ação ocorreu durante a madrugada deste domingo.

Neivaldo Nondillo, 40 anos, teria sido atingido por dois tiros de fuzil em um dos braços e em uma das pernas. O policial foi transferido do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, em Veranópolis, para o Hospital Pompéia, em Caxias do Sul. De acordo com informações do hospital, Nondillo não corre risco de morte e se prepara para passar por uma cirurgia no braço.

O outro PM ferido é Leonardo Rafael dos Santos, 31 anos. Ele levou um tiro de raspão, foi atendido em Veranópolis, e liberado.


Confira, a partir daí, o relato de Derquis:

Zero Hora — Com o seu companheiro ferido, como vocês reagiram?

PM Derquis Martins — Tinha feridos dos dois lados, os veículos bloqueavam a estrada, aí negociamos uma trégua. Era uma situação surreal, invertida: estávamos em menor número. Eles eram uns sete em dois carros, nós em quatro. Mandaram a gente se entregar, mas reagimos. Parecia que eles eram policiais e nós os criminosos.

ZH — Vocês reagiram, mesmo eles estando com reféns?

Derquis — É que eles atiraram primeiro, acertando nossos colegas. Aí matamos um deles, o do Audi. Ficou um impasse. Negociamos, eles liberaram cinco reféns, mas aí eles tentaram abrir caminho à força, arrancando a caminhonete. Aí atiramos de novo e matamos mais dois deles, o Falcão e o Paulo César da Silva.

ZH — O senhor já tinha estado num tiroteio como esse?

Derquis — Sim. Participei do tiroteio que resultou na morte do Julianinho, em Caxias (comparsa de Falcão na mesma quadrilha desbaratada hoje). Mas desta vez foi pior, foi terrível, era tiro para tudo que é lado. Quase morremos. Ainda bem que estamos aqui para contar a história. Sinto pena é das sete pessoas que ainda estão reféns.

O LÍDER DO RESGATE DE COTIPORÃ

ZERO HORA 31/12/2012 | 13h33

Conheça quem é o capitão Juliano Amaral que anunciou pelo twitter o resgate dos nove reféns


"Quando encontramos as vítimas foi um momento emocionante", disse Juliano
Foto: Caco Konzen / Especial

Lara Ely, Cotiporã


A operação que terminou o ano contando pontos positivos a favor da Brigada Militar teve a frente de seus homens o capitão Juliano Amaral, um policial que usa Twitter, faz trabalho voluntário, pratica esportes e curte Gangnam Style.

Ao anunciar o resgate dos nove reféns pela rede social o capitão mostrou ser um homem conectado com o seu tempo, e não deixou a rotina pesada da vida policial endurecer a relação com o mundo. Tem a fala leve, o sorriso franco e gostos joviais.

Uma sutileza que revela essa característica é que, mesmo aos 41 anos, escolheu como toque de seu celular (que não parou de tocar um minuto nas últimas 48 horas) o hit do momento nas paradas de todo o mundo: Gangnam Style — a música toca e quem está perto já começa a dançar.

Após publicar em seu perfil no Twitter que as vítimas haviam sido encontradas e estavam bem, remetendo gratidão a Deus, concedeu uma entrevista a Rádio Gaúcha em que declarava abertamente seu amor à instituição Brigada Militar.

— Quando encontramos as vítimas, a cerca de 1,5 quilômetro de casa, foi um momento emocionante. Foi, sem dúvida, o que garantiu um final feliz para o ano de 2012. Espero que continue assim até o fim do dia de amanhã — disse na madrugada de segunda-feira.

Pois é de casa que Juliano traz o gosto pela profissão de policial. Cresceu vendo o pai e o irmão trabalharem na polícia. Já passou por cidades como Santa Maria e Porto Alegre, mas atualmente fixou residência em Flores de Cunha. Ainda não tem filhos, mas tem uma noiva que ficou chateada quando soube que mais um feriadão com viagem marcada teria que ser adiado por causa da profissão do futuro marido. Ela vai ter de se acostumar com a vida agitada, pois é exatamente neste tipo de situação que o coração de Juliano bate mais forte:

— Trabalhar em uma operação como essas é o sonho de consumo de todo policial. É pura adrenalina.

Sobre o Twitter, ele diz que aprendeu a usar há dois anos, quando participou de um treinamento no Rio de Janeiro nas incursões às favelas nos morros. Disse que, desta forma, a comunicação com as comunidades flui melhor. Achou interessante e decidiu adotar, apesar de "ter gente que critica e que não gosta, por achar que é exposição demais". Àquela altura da madrugada, estava curioso para ler todos os comentários na rede social.

Perguntado sobre sua crença religiosa, Juliano diz que foi criado em meio a Assembleia do Reino de Deus, e que os pais são evangélicos. Mas, apesar de não seguir uma religião específica, acredita que sem a mão de Deus o resgate não teria sido feito dessa forma.

Autoconfiança e disciplina também não faltam à personalidade de Amaral. Com experiência de quem liderou outras operações como essa, ele firmou-se como um homem de confiança da polícia local e está há dois meses na missão que investiga os crimes que acontecem na região. Rápido no gatilho, foi firme ao responder qual era o palpite para o desfecho da história:

— Tinha 99% de certeza que os reféns seriam liberados sem problemas. Os assaltantes são profissionais do crime, conhecem a legislação e sabem que a pena ia ser dura, caso machucassem alguém — conclui, gabando-se.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

BANDA DO VALE DO RIO DOS SINOS

Banda de Música do CRPO/VRS
 
Imagens publicada no facebook
 



 




 
 

BANDA DO BATALHÃO CEL CAMILO


No dia do músico, não tem como deixar de fora desta comemoração o "timaço" de músicos da Banda do 4º BPM. Um grupo especial, formado por policiais militares com extremo talento para encantar a vida de  todos aqueles que têm o privilégio de ouvir e de ver desfilar este grupo que encanta e nos faz viajar através do seu repertório variado de canções .

 VIA FACEBOOK

Manifestação do Comandante da Brigada Militar, Cel Coronel QOEM Sergio Roberto de Abreu

PELOTAS/RS

No dia do músico, não tem como deixar de fora desta comemoração o "timaço" de músicos da Banda do 4º BPM. Um grupo especial, formado por policiais militares com extremo talento para encantar a vida de todos aqueles que têm o privilégio de ouvir e de ver desfilar este grupo que encanta e nos faz viajar através do seu repertório variado de canções .

UM DIA NO COLÉGIO TIRADENTES

ZERO HORA, 23 de novembro de 2012 | N° 17262

KZUKA


Um dia no Colégio Tiradentes



 



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PARABÉNS BRIGADA MILITAR - 175 ANOS

O SUL, 19/11/2012

WANDERLEY SOARES

Assino todas as homenagens dirigidas à imensa família brigadiana


Este domingo de primavera tem um significado muito do especial para milhares de gaúchos. Ele assinala efeméride redonda - 175 anos da Brigada Militar - instituição que está arraigada na história de nosso Rio Grande em todos os segmentos da sociedade; na segurança, na saúde, na educação, na guerra e na paz, já beirando dois séculos. Aqui da torre deste humilde marquês, cujo farol maior é dirigido para a segurança pública, abro espaço para a mensagem de um brigadiano guerreiro, coronel Paulo Roberto Mendes Rodrigues, ex-comandante-geral da milícia gaúcha, hoje juiz do Tribunal Militar do Estado. Ao abrir este espaço, assino todas as homenagens dirigidas à imensa família brigadiana


A mensagem de Mendes


"Hoje é dia de prestarmos continência à Brigada Militar, pois ela está de aniversário. Como diz o velho sábio: O ontem é passado, o amanhã é uma incógnita e o hoje é uma dádiva e, por isso, o chamamos de PRESENTE!'. E certamente o que pretendemos nesta simples homenagem é oferecer um reconhecimento a cada um dos brigadianos que compõem a grande família da BM


Assim, vamos reviver um pouco desta história, que começa em 18 de novembro de 1837, em plena Revolução Farroupilha, com o nome de Corpo Policial. Adiante, novas denominações, mas firmou a cadência em 15 de outubro de 1892, quando assumiu a atual designação


No início, sua missão principal era a defesa territorial. Foram muitos combates e entreveros, todos vitoriosos, sem, no entanto, nunca se descuidar da segurança pública. Em 1955, são criadas a Companhia Pedro e Paulo e o l RPMon, conhecidos como os ?abas-largas', os quais caíram na simpatia da população pelas atuações sempre eficientes


Em 1967, constitucionalmente, a BM recebe a exclusividade do exercício de policiamento ostensivo e, na sequência, em 1988, ficam assentadas a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública


Neste período de 175 anos, a Brigada construiu um patrimônio profissional sólido e ampliou suas atividades operacionais, passando a atuar na área mais sensível do Estado - a da segurança pública - constituindo-se em referência nacional


Homenageando os valorosos brigadianos, registramos que, no corrente ano, foram atendidas 2.179.033 ocorrências e efetivada a prisão de 112.848 desviantes


Esta é a Brigada gaúcha, rumo ao seu bicentenário. Reforçando, lembramos a nossa canção, ?Brigada, para frente! O trabalho perfeito é servir...'"

domingo, 18 de novembro de 2012

NOSSA BRIGADA: NOSSO CORPO DE POLICIAIS E BOMBEIROS


 JORGE BENGOCHEA

“Acredito que pelo Brasil afora não existe uma força que trabalhe e que combata como este Regimento. Ele é sempre a reserva inesgotável de homens e recursos para a luta. Não perde as ligações, não vacila, não recua. Sempre avançando é o seu lema.” 


Assim se manifestou o Coronel Argemiro Dornelles, Cmt da Vanguarda, após o Combate do Buri, em 1932, ao General Comandante das tropas em operações, manifestando o seu reconhecimento às lideranças decisivas; à bravura além daquela exigível pelo dever; à coragem no enfrentamento dos riscos; à ousadia; e à dedicação dos brigadianos no campo de luta, num período de crises no nosso Estado do Rio Grande do Sul.

Com esta citação, registramos a nossa admiração a estes homens e mulheres, profissionais da segurança pública, vultos, personagens, atores e integrantes desta heróica, histórica e valorosa corporação policial e de bombeiros gaúcha.

São cidadãos, voluntários no ofício de agente especial de Estado, inspirados no dever de prover segurança pública numa área crítica que envolvem emoções, direitos, justiça, paz social, ordem pública, saúde e vidas de seres humanos, patrimônios das pessoas, proteção da fauna e flora; e um submundo de violência, criminalidade e descaso. Assim como não podemos esquecer a participação efetiva diante dos grandes sinistros e calamidades.

Eles realizam jornadas diárias arriscadas, combatem o fogo e  o crime, fiscalizam para prevenir, se dedicam em programas comunitários preventivos e atuam como mediadores e negociadores em crises e conflitos.

Apesar das parcas condições de trabalho, da inutilidade de seus esforços e da pressão do clamor popular pela presença mais intensiva e visível nas ruas,  buscam ocupar espaço, transmitir segurança e se dedicar com empenho na missão. São bravos, responsáveis, humanos, disciplinados e com elevado espírito de corpo e camaradagem.

Agregado de valores e exemplos históricos, brigadianos e brigadianas, policiais e bombeiros, enaltecem qualidades jamais vistas em outras organizações, adaptando-se fácilmente às transformações sociais e às tendências que aproximam os policiais e os bombeiros dos anseios comunitários.

A instituição Brigada Militar teve origem num corpo policial, transformou-se em corpo guerreiro e pacificador nas revoluções, agregou os corpos de bombeiros, e agora é mais do que nunca a força comunitária eminentemente policial e de defesa civil do povo gaúcho. Assim, constituída e fortalecida por estes segmentos, estende a todos a sua capa protetiva, seus olhos vigilantes e suas mãos solidárias, sem deixar de brandir a lança, esgrimir a espada, levantar as asas e cobrir de fogos aqueles que atentam contra a vida e patrimônio do cidadão, além salvar as pessoas de sinistros, calamidades e afogamentos.

Não podemos esquecer o quadro da saúde e os funcionários civis que são segmentos essenciais da Brigada Militar e dão toda a assistência para que policiais e bombeiros possam cumprir suas obrigações na mais perfeita ordem e saúde.

A essência do dever brigadiano e a capa longa da Instituição Brigada Militar se estendem por todas as ruas, lares, bairros, campos e cidades por todo o Estado do Rio Grande do Sul. E assim será por mais 200 anos. PARABÉNS, BRIGADA MILITAR! 175 anos de muito obrigado por tudo que faz e realiza!!