segunda-feira, 10 de setembro de 2012

PRINCESA DE FARDA, COTURNO E COLDRE

 
ZERO HORA 10 de setembro de 2012 | N° 17188

VIDA DUPLA. Joana Frantz, soberana da Oktoberfest, é policial em Santa Cruz do Sul

VANESSA KANNENBERG | Santa Cruz do Sul/Casa Zero Hora

Há 32 dias do início da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul, Joana Aline Frantz se divide entre o salto alto e o coturno. De dia ela é policial militar e, à noite e aos finais de semana, troca a farda e a pistola calibre .40 pelo vestido rosa, o salto alto e a coroa para se tornar a princesa na corte da festa.

– Estou vivendo dois extremos. Tenho que ser firme e séria, e em seguida, graciosa e meiga – conta.

Aos 23 anos, a estudante de Direito atua há três na 2ª companhia do 23º Batalhão de Polícia Militar. A profissão era um plano que acalentava desde a infância:

– Morei minha vida inteira em frente ao batalhão.

Sem dispensar a maquiagem, atende ocorrências nas ruas. Conta que já passou por momentos de tensão e teve medo de perder a vida, como durante um assalto com tiros.

Desde julho, a loira de 1m63cm acumula a função de princesa da Oktoberfest, ao lado da rainha Thainã D’Ávila dos Santos e da outra princesa, Rosimere Beatriz Voos.

– Eu sempre sonhei em ser soberana da Oktoberfest. Acho que divulgar a cidade é um trabalho muito legal, além de poder receber o carinho especial das pessoas. Alguns me reconhecem até mesmo quando estou fardada – diz Joana.

BM está orgulhosa da atuação da princesa

O fato de a soldado ser princesa é motivo de orgulho para a Brigada Militar. Conforme o comandante do Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO) do Vale do Rio Pardo, coronel Edson Chaves Brendler, não há nenhum empecilho em uma policial participar do concurso. Joana teve apenas que pedir uma autorização verbal. Brendler garante que a funcionária consegue encaixar os horários e, durante a festa, vai tirar férias.

A opinião é a mesma do presidente da 28ª Oktoberfest, e Feirasul, Ênio Wermuth:

– Muitas vezes, as pessoas perguntam a profissão dela e se surpreendem positivamente com a resposta.

Joana é a única loira na corte da 28ª Oktoberfest. Os cabelos escuros de Thainã e Rosimere já não provocam estranheza entre os moradores de Santa Cruz do Sul. Em 2010, quando uma morena foi eleita rainha, o fato gerou polêmica no município de colonização germânica. No ano passado, novamente uma menina de cabelos escuros se tornou rainha.

sábado, 1 de setembro de 2012

TREINANDO PARA A COPA 2014

 
ZERO HORA 01 de setembro de 2012 | N° 17179

PREPARAÇÃO POLICIAL

Capital terá espaço para adestramento de cavalos que atuarão no Mundial.

Segunda-feira, às 18h30min, será inaugurado o Centro de Treinamento de Policiamento Montado, no 4º Regimento de Polícia Montada (4º RPMon) da Brigada Militar, na Capital. Na mesma noite, serão apresentados 22 novos cavalos recebidos pelo regimento no início do ano e adestrados no centro.Por ali passará toda a preparação de animais e policiais que reforçarão a segurança na Copa do Mundo de 2014.

Entre areia e obstáculos, homem e bicho se aproximam, em uma relação de confiança mútua.

– O instinto do cavalo é fugir, esse animal é caça, não caçador. Assim, precisa confiar no cavaleiro – explica o tenente-coronel Solon Beresford, comandante do 4º RPMon.

A estrutura, construída com recursos do Festival Hípico Noturno, realizado pelo próprio regimento, e parcerias com a iniciativa privada, é composta por um picadeiro coberto, uma pista que simula o ambiente externo e as baias dos animais. Cada um dos 40 policiais do regimento é vinculado a um único cavalo, vindo aos três anos do criadouro da BM em Santa Maria. Em setembro, outros 90 soldados começam a ser preparados para trabalhar no policiamento a partir de abril de 2013. A meta é contar com 200 policiais montados até 2014.

Os cavalos do regimento são da raça brasileiro de hipismo que, segundo o comandante, foi escolhida devido ao porte avantajado, à inteligência e à docilidade características.

– Com seis meses de adestramento, esses cavalos podem ir para as ruas auxiliar no policiamento – diz Beresford.

O Centro deve ficar como um legado da Copa na Capital e servirá, também, para treinar polícias montadas de outros Estados, por meio de um convênio assinado pela Brigada com o Ministério da Justiça e a Secretaria Nacional de Segurança Pública.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O AUTOR DO HINO DA APM



JARBAS PRATES CHAVES

Heloisa Ziulkoski 

Estou enviando um texto que escrevi sobre meu pai para dar aos senhores uma idéia sobre ele. Como não era músico, acredito que deva ter apenas feito a letra para uma canção já existente. Lembro de ter ouvido, na infância, meu pai tocar na vitrola o Hino do CIM em um dico de vinil. Este disco foi entregue a um amigo, de nome Luis, que era músico.

Meu pai guardou durante toda a vida duas revista de nome ALVORADA, do CFO da Brigada, datadas de Dezembro de 1944 e Dezembro de 1945. Depois de sua morte preservei esta memória, junto com outros documentos dele. Também tenho os versos que escreveu quando aluno-oficial.

Jarbas Prates Chaves nasceu em Caçapava do Sul em 01 de novembro de 1919. Ficou órfão pai aos 4 anos. A mãe criou com dificuldade os 5 filhos (Jader,Julio, Jarbas, Odila e Cesaria). Para poder estudar, Jarbas foi para o Seminário em Santa Maria, onde fez os seus estudos básicos. Mais tarde foi para Porto Alegre e em 1938 ingressou na Brigada Militar. De acordo com o Certificado de Reservista, serviu na Companhia de Administração e era 3º Sargento. Durante a Segunda Guerra, foi enviado para Santa Rosa. Em 1943 pediu desligamento da Brigada para casar e assumir um cargo no serviço público, nomeado por concurso. Casado com Maria Toffoli Culau Chaves, teve três filhos Marisa, Heloisa e Renato. Faleceu em 27 de março de 1982.

Foi um homem de grande inteligência. Autodidata, tinha uma enorme bagagem cultural. Apesar de não ter feito outro curso além do Seminário, seu conhecimento de latim e grego lá obtidos lhe deram uma base muito eficaz para fazer o que mais gostava: escrever. Quando jovem fez muitos poemas, sobre os mais variados temas. Quando serviu na Brigada escreveu poemas sobre o cotidiano do Quartel. A letra do Hino do CIM foi escrita nesta época.

Foi também comentarista esportivo na antiga Rádio Difusora e na Rádio Farroupilha. Em 1956, em virtude de um infarto, teve que largar a Rádio. Descobriu, então, o Radioamadorismo. Foi um dos criadores da CRAG (Casa do Radioamador Gaúcho) filiada à LABRE (Liga Brasileira de Radio Emissão) e da Revista da CRAG.


 
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A letra e a música eram de Jarbas Prates Chaves.

Canção da Academia de Polícia Militar

APM dá força no seio
Tu surgiste qual jorro de luz
Como fruto bendito do anseio
Do saber que a grandeza conduz
Quando os nossos maiores faziam
Realidade seu sonho afinal
Da Brigada talvez não sabiam,
Que serias orgulho ufanal

ESTRIBILHO:

Toda glória
Do passado
Da Brigada Militar
Temos nós dever sagrado
De aumentando conservar

Já sorri-nos, alvorada,
De um porvir mais promissor.
Do futuro da Brigada
APM! És o penhor.

Nas refregas que outrora a Brigada
Coroada de justos lauréis
Tem por fim garantir a jornada
Do amanhã de seus filhos fiéis

Dando à tropa oficiais exemplares
APM tu dás muito mais
Dás a Pátria querida milhares
De soldados briosos leais

ESTRIBILHO: ...

Fé, ciência, valor, disciplina
O quão grande este lema se faz
Se és por isso da guerra oficina
És também santuário da paz.

Se és por isso da guerra oficina
És também santuário da paz.

ESTRIBILHO: ...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

DEPARTAMENTO DE ENSINO DA BRIGADA MILITAR

DEPARTAMENTO DE ENSINO NA APM.

Facebook - 19 de Abril de 2011


1º BPM (1993) - CORPO DE OFICIAIS





CORPO DE OFICIAIS NO ANIVERSÁRIO DO 1º BPM (1993)


Facebook - 17 de Outubro de 2011

sábado, 16 de junho de 2012

A VIGILÂNCIA DOS AGENTES DE INTELIGÊNCIA


SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA DA BRIGADA MILITAR IMPEDE UMA AÇÃO DE TERRORISMO NO SISTEMA PRISIONAL GAÚCHO.

Não houvesse a pronta vigilância dos serviços de inteligência da Brigada Militar, o RS seria palco de uma tragédia de nível mundial que escancara ainda mais  a falência de um sistema prisional permissivo e brando que alimenta ainda mais as benevolências, a ousadia dos presos e o domínio das fações criminosas. Este fato deve servir de alertas aos políticos e magistrados.

Se presos já beneficiados por um regime brando ousam cometerem assassinato de agentes e explosão de um estabelecimento prisional para conquistar mais benefícios, pode ser um sinal de grave ameaça contra uma justiça que pretende ser coativa e intolerante contra o crime.

O que pode ocorrer no sistema fechado? 

ALERTA. Perigo a vista. Cuidado, senhores políticos, magistrados, promotores de justiça e lideranças sociais para a implosão do sistema que pode colocar  policiais, agentes prisionais e detentos em grave risco de vida, além da preservação patrimonial e o controle dos estabelecimentos penais.

Estão de parabéns as equipes de inteligência da Brigada Militar (BM) e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) que deram um fim a este plano criminoso e terrorista. O uso ilegal de explosivos deveria ser considerado ato terrorista regido por leis fortes aplicadas por uma justiça ágil e coativa com penas longas, regime fechado e sem benevolências ou medidas alternativas.   

A ousadia da bandidagem parece estar ainda mais alimentada pelas leis benevolentes criadas por nossos representantes no Congresso com a conivência do descaso dos juristas e da leniência da sociedade brasileira para com a paz social.

A NOTÍCIA:

GUILHERME A.Z. PULITA , ZERO HORA - 16 de junho de 2012 | N° 17102

PLANO FRUSTRADO. Detentos planejavam matar agentes e explodir albergue. Objetivo dos presos do semiaberto de Caxias era forçar a Justiça a liberá-los para prisão domiciliar.


Um trabalho de inteligência da Brigada Militar (BM) e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) colocou fim a um plano criminoso. Detentos do regime semiaberto pretendiam matar agentes e presos e incendiar e explodir o Albergue Prisional, no bairro Sagrada Família, em Caxias do Sul. O objetivo era, com a destruição do prédio, forçar a Justiça a liberá-los para cumprirem pena em prisão domiciliar.

Na madrugada de ontem, no entanto, PMs e agentes penitenciários surpreenderam os detentos, evitando o motim. Cinquenta presidiários foram transferidos para prisões de Caxias e de outras unidades do Estado.

Em 2010, quando o albergue não havia sido inaugurado e a Penitenciária Industrial de Caxias do Sul (Pics) estava superlotada, presos do semiaberto cumpriam pena domiciliar. Porém, com a abertura da nova unidade, a Justiça revogou todos esses benefícios, considerados pela massa carcerária como um salvo-conduto para o cometimento de novos crimes. Nessa situação, eles sabem que não são fiscalizados em suas residências, onde devem apenas pernoitar, e que só precisam comparecer no presídio uma vez por dia para assinar um livro de presença.

Justiça poderá determinar volta ao regime fechado

Devido à desistência de alguns presos de participar do motim, a informação do que estava sendo arquitetado pelos apenados chegou à BM e à Susepe, no dia 13. Para frustrar o movimento, os dois órgãos solicitaram à Vara das Execuções Criminais (VEC) vagas em outras cadeias e removeram presos do albergue. A operação final das autoridades começou nos primeiros minutos de ontem.

De acordo com o delegado regional da Susepe, Roniewerton Pacheco Fernandes, os presos ficarão pelo menos 30 dias nas outras cadeias. Esse é o prazo previsto para finalizar os Processos Administrativos Disciplinares contra eles. Caso seja comprovada a falta grave, a Justiça poderá colocar todos de volta no regime fechado.

Como a polícia impediu o motim
6 DE JUNHO - 19 presos considerados líderes se reúnem no albergue. Um deles apresenta a ideia de explodir a prisão e convence seus companheiros de cárcere. Destruindo o prédio, eles acreditam que forçariam a Justiça a conceder-lhes prisão domiciliar. O grupo define funções e datas para executar a ação. Há preso orientado a levar gasolina para dentro da cadeia e outro a cortar a tubulação de gás. A ideia era provocar o incêndio nas primeiras horas do dia 10, domingo passado, assim que os presos deixassem o albergue para passar o dia fora.

DE 7 A 9 DE JUNHO - A gasolina chega às mãos dos responsáveis pelo incêndio. Seis criminosos levam seis litros de gasolina, divididos em embalagens de um litro, para dentro da cadeia. O combustível seria distribuído nos alojamentos.

9 DE JUNHO - Presos dos alojamentos 1 e 2 desistem do motim, porque muitos estariam perto de deixar em definitivo a prisão e outros temeriam pelo fracasso do ataque e para onde seriam transferidos devido à destruição do albergue. Assim, a ideia de incendiar os seis alojamentos cai por terra.

10 DE JUNHO - Às 6h da manhã gelada de domingo, presos começam a deixar o prédio, na Rua Conselheiro Dantas. Onze minutos depois, agentes penitenciários percebem fumaça vindo dos alojamentos 3 e 4. Em segundos, as chamas se propagam. Bombeiros são chamados e controlam o fogo. Detentos ainda sem direito de sair da cadeia de dia são confinados em um pátio. A tubulação de gás não é cortada. À noite, presos retornam ao albergue. Com dois alojamentos queimados, 53 presidiários são acomodados em outros alojamentos e nos corredores. Apenados arquitetam represálias contra presos que desistiram do ataque e voltam a tratar da estratégia para por fim ao albergue.  Um preso do semiaberto fica encarregado de conseguir dinamite para explodir a cadeia, matando agentes penitenciários e os presos que desistiram do incêndio. Durante a semana, uma série de assassinatos deveria acontecer dentro albergue, executando todos os presos contrários ao motim.

13 DE JUNHO - O setor de inteligência do Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO/Serra) da BM começa a frustrar o plano. PMs recebem a informação de que um preso do semiaberto guardava explosivos em casa. Como a mulher dele estava com prisão preventiva decretada pela Justiça, por envolvimento com o tráfico, PMs vão em busca do casal. No final da manhã, a mulher e o marido são encontrados na casa de parentes, próximo ao albergue. No começo da tarde, eles são levados até a residência onde moram, no bairro Vila Amélia. No local, policias encontram oito bananas de dinamite e drogas. Com a apreensão da dinamite e prisão do responsável por ela, os presos líderes do movimento decidem iniciar a retaliação aos homens que consideravam traidores. Às 20h27min, um detento é esfaqueado no pescoço, mas sobrevive. Presos decidem incrementar a estratégia para forçar a Justiça a determinar a prisão domiciliar. Com um celular, gravam um vídeo mostrando as condições de alojamento após o incêndio. Nas imagens, um apenado relata que eles não têm espaço para dormir. Uma cópia das imagens é deixada na portaria do jornal Pioneiro.

ONTEM - A Susepe e a BM sabem que os chefes do motim pretendiam matar dois presos dissidentes, antes do dia 17, a data escolhida para o ataque final. No começo da madrugada, PMs e servidores entram no albergue e dominam os apenados. Em uma revista, são apreendidos 29 baterias de celular, 41 celulares, duas serras, seis tesouras, um estoque, seis facas, dois papelotes de maconha, duas buchas de cocaína e 72 pedras de crack. Cinquenta presos são transferidos para outras prisões.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

PARTO NA DELEGACIA

CORREIO DO POVO, 06/06/2012

Policial realiza atendimento de emergência

<br /><b>Crédito: </b> DIVULGAÇÃO / CP

Soldado Jamile Herber especializada em primeiros socorros e o bebê 'apressadinho'.