quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O GATE



GATE ::: Grupo de Ações Táticas Especiais da Brigada Militar do RS - 18/03/2009

Policias super treinados para arriscar a própria vida para salvar outras, abnegados, trabalham com o próprio medo conseguindo controlá-lo. Grupo formado para salvar a polícia militar quando está precisando de ajuda.

Trabalham quando há reféns ou quando é uma operação muito arriscada, exigindo muita técnica e experiência, dou meus parabéns para estes homens e tbm para a Brigada Militar, por proteger seu estado com policias treinados e aptos para fazer o serviço.

Vale a pena conferir esse vídeo e ver do que esses policias são capazes.

O PIOR SALÁRIO PM DO BRASIL NUM ESTADO PRÓSPERO

O RIO GRANDE DO SUL TEM ÓTIMOS INDICADORES SOCIAIS COMPARADOS COM OS DEMAIS ESTADOS, BAIXA TAXA DE DESEMPREGO E DE MORTALIDADE INFANTIL, MAS OS SALÁRIOS DOS POLICIAIS MILITARES NÃO ACOMPANHAM ESTES ÍNDICES. REDE RECORD.

FAMÍLIA BRIGADIANA

Reportagem desenvolvida para o programa "Quebra-Cabeça", tarefa de Grau B da disciplina de Telejornalismo III do curso de Jornalismo da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS. 17/12/2008

Duração: 7 minutos e 25 segundos

Participaram desta reportagem Alessandra Riete, Cristiano Martins, Gustavo Alencastro, Luci Ani Gröschel, Natacha Souza, Pedro Bicca, Rafael Martins, Taís Hatzenberger, Tárlis Schneider, Théo Knetig.

LEGALIDADE 50 ANOS - RBS TV

Legalidade 50 anos - Programa 1 - RBS TV - 10/08/2011

Em 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renuncia ao cargo de Presidente, enquanto João Goulart, vice-presidente, está em visita à China. O Brasil vive momentos de instabilidade nunca vista. Os militares, que temem ver no Brasil um governo de esquerda impedem o vice-presidente de assumir o cargo como mandava a lei. Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, inicia um movimento de resistência, pregando a legalidade, ou seja, a posse de Jango. Brizola fala ao povo pela rádio e inicia o movimento denominado a Rede da Legalidade. Transmitidos a partir de um estúdio montado no porão do palácio, os programas da legalidade alcançavam ouvintes, até mesmo em outros estados.



Legalidade 50 anos - Programa 2 - RBS TV - 13/08/201

Após a renúncia de Jânio Quadros, os militares tentam impedir João Goulart de assumir a presidência do Brasil. Como os militares não cedem e Brizola também não, a situação fica grave. Brizola se entrichera no Palácio Piratini, em Porto Alegre, ele mobiliza a Brigada Militar e distribuiu armas para a população resistir. Paralelamente, era negociada uma solução política para evitar uma crise maior no Congresso Nacional. Em 2 de setembro é aprovada uma emenda constitucional, alterando o regime de governo para o parlamentarismo. Com os poderes de Jango limitados a de chefe de estado e não de governo, os militares aceitam a posse do cargo de Presidente da República. Em setembro, João Goulart retorna ao Brasil, tomando posse em 7 de setembro de 1961.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

TRIGÊMEOS BRIGADIANOS



PM ganha presente triplo no aniversário. Sargento percebeu durante a ecografia que a mulher esperava trigêmeos - CORREIO DO POVO, PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 20 DE JULHO DE 2011

O maior presente de aniversário. Assim o sargento da Brigada Militar Edgar Ricardo da Silva, 33 anos, classificou a chegada dos trigêmeos, Murilo, Vitor e Cássio. Casado com a soldado Rita de Cássia Duarte Gomes, 29, o casal já tinha um garoto, Lucas, 10 anos, fruto do primeiro casamento do sargento. Se a alegria foi triplicada com a chegada dos garotos, no dia 18 de maio, as mudanças de vida e as preocupações também foram multiplicadas por três.

Faltou, já no começo, enxoval suficiente, fraldas e leite em pó Nam, especial para recém-nascidos. Rita trocou a rotina do policiamento ostensivo pelas trocas de fraldas. A mão que antes manejava até uma arma de fogo, agora só acaricia.

Ricardo, como é conhecido no 9 BPM de Porto Alegre, onde atua no Pelotão de Operações Especiais (POE), lembra do dia em que levou a mulher para fazer uma ecografia. Em determinado momento, ele percebeu ter três bebês e não dois, como até então o casal pensava que era. "Falei para Rita que eram três, mas ela não acreditou", relembra. "O médico me disse para ficar quieto, senão eu seria retirado da sala", recorda o sargento, afirmando que só no final do exame veio a confirmação: são três.

Na primeira ecografia apareceram apenas duas crianças. O casal estava contente mas "meio apavorado", relata. "Não é fácil criar três bebês, com tudo o que acarreta", disse a soldado, que também trabalha no POE do 9 BPM. "Eu me preocupo muito até em função do nosso trabalho", afirma Rita. Os bebês nasceram com 1,9 kg (Murilo), 1,54 kg (Vitor) e 1,56 kg (Cássio).

A soldado pensa em ser transferida para o setor administrativo quando voltar à ativa. "O policiamento ostensivo toma muito tempo, além de ser perigoso. Agora eu tenho que pensar nessa grande família", diz. Os bebês já estão na fila para vagas na creche da Brigada Militar.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A NOSSA HOMENAGEM AOS PAIS E A TODAS AS FAMÍLIAS BRIGADIANAS.

REMEMORAÇÕES DE UM FILHO DE BRIGADIANO


REMEMORAÇÕES - PAULO SANT’ANA - ZERO HORA, 20 de agosto de 2011 | N° 16798


Estava recordando anteontem as várias formas que usei para arranjar dinheiro quando guri.

Vendia garrafas. Cruzava um ferro-velho de carroça pela minha casa, e eu passava nos cobres as garrafas que meu pai juntava.

Todo o dinheirinho que conseguia tinha a finalidade de comprar uma entrada para a matinê de domingo, no Cine Brasil, Avenida Bento Gonçalves, ou no Cine Miramar, na Avenida Aparício Borges.

E o resto era para comer doces. Quando sobrava algum, tinha eu acesso à maior delícia do mundo: uma lata de leite condensado marca Moça.

E abria a lata furando-a duas vezes, uma para chupar o leite, a outra para entrar o ar e manter o fluxo.

Outra maneira que eu arranjava para buscar trocados era a venda de ossos. Pegava um carrinho com pneus e subia o Morro da Polícia por onde hoje é uma rua muito populosa, a Volta da Cobra, que naquele tempo era uma estrada silvestre de indizível beleza natural.

O nome da estrada se devia a que, em determinada parte de seu trajeto, o que deve acontecer ainda hoje, nas imediações da Vila São José (Coreia), o percurso virava um verdadeiro zigue-zague, serpenteando as grandes árvores cheias de cipós.

Uma selva luxuriante, dentro de Porto Alegre.

Pois eu ia até lá para procurar esqueletos de mamíferos mortos, juntava os ossos e os vendia ao ferro-velho. No dia em que isso acontecia, eu mergulhava num festim de guloseimas.

Mas, para quem é ou foi brigadiano antigo, eu vou recordar um estratagema que os soldados usavam para driblar suas dificuldades financeiras: era o que eles chamavam de “touro”.

Consistia em adquirirem a crédito na “cantina” gêneros de toda espécie e revendê-los à vista no comércio estabelecido de armazéns, evidentemente que a preço de custoso deságio.

Vendo aquilo, descobri uma forma de arrumar dinheiro, eram os jeitos que eu, garotinho imberbe, bolava para arrumar recursos.

Comprava na conta de meu pai no quartel e revendia. Quando, no fim do mês, na data do pagamento do soldo, meu pai descobria, então eu sofria dolorosas surras de cinta dele.

Quando uma criança não ganha mesada, tem de ter muita imaginação para arrumar dinheiro.

Nunca me esqueço do dia em que fiz um “touro” para poder assistir ao badalado filme colorido Sansão e Dalila, com Victor Mature e Hedy Lamarr. Outra vez, foi para assistir ao épico Gunga Din, que ficou cravado para sempre em minha memória.

Assistir aos circos que vez por outra armavam suas lonas no Partenon e na Vila Santa Maria, no entanto, nunca me custou nada: eu tinha uma técnica muito esperta para “furar” os circos, sempre por baixo da lona estendida, sempre depois de já ter começado o espetáculo.

Dias de glória e de felicidade arteiras os da minha infância. Dias de folguedos, de brincadeiras, de aventuras.

Nem de leve me assaltava o espírito o medo do futuro, de como iria eu resolver o meu sustento, o que só agora sei o quanto foi sacrificado.

Mas é que a gente passa pela infância como se fosse por um sonho, como se ela não tivesse existido, tanta era a inocência e a pureza das nossas intenções.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Muito bom este texto. Como sou filho de brigadiano, lembra a minha infância, os bons momentos e as dificuldades. Porém peço escusas ao autor e aos tricolores pela ilustração com a camiseta do meu time - o Internacional de Porto Alegre, o Campeão de Tudo. É por invejar a torcida do tricolor em ter na sua torcida uma pessoa deste quilate - sábio, lutador e visionário.

LEGALIDADE - BRIGADA MAIS ÁGIL QUE O EXÉRCITO

LEGALIDADE. SE HOUVESSE CONFRONTO, A MAIORIA DESERTARIA - DIONE KUHN e NILSON MARIANO, ZERO HORA 24/08/2011

O III Exército não tinha um plano de segurança preventivo, traçado por escrito para fazer frente aos policiais do Estado que haviam tomado os pontos estratégicos do centro de Porto Alegre. Foi tudo de improviso e às pressas. O clima no quartel-general era de tensão. O chefe do Estado-Maior, general Antônio Carlos Muricy, não escondia sua irritação com o fato de a Brigada Militar ter sido mais ágil em relação ao Exército. Não bastasse isso, os discursos cada vez mais inflamados de Leonel Brizola começavam a interferir no emocional das tropas.

Pelo menos oito jovens oficiais e quatro sargentos tiveram de ser recolhidos para o 18º Regimento de Infantaria por manifestarem simpatia pelo governador. Diante da escassez de oficiais, coube a Nelcy Nazzari, 21 anos, cabo da Cia. do QG do III Exército, assumir o comando do 3º pelotão. O cabo Nazzari e os soldados tomaram três prédios na Rua Riachuelo, esquina com a General Portinho: o Instituto Imaculado Coração de Maria, à época um colégio de preparação de freiras, o terraço do edifício Itajubá – onde foram instaladas metralhadoras .50 – e uma oficina mecânica. Por estar numa região elevada, ficava fácil monitorar os passos da Brigada Militar.

As noviças do instituto foram transferidas para a sede de Gravataí, a fim de que parte do prédio ficasse à disposição do pelotão de Nazzari. Para o porão foram levadas armas, munições e mantimentos. Apesar da preocupação constante de um ataque, dentro da congregação o clima era amenizado graças à gentileza da diretora do instituto, Maria Imilda Giordani.

Todos os finais de tarde, após seu retiro espiritual, a madre superiora mandava uma irmã auxiliar distribuir ao grupo cesta com bolinhos salgados e pedaços de cuca. Até santinhos com a imagem da irmã Bárbara Maix, fundadora da congregação, chegaram às mãos dos soldados. No verso, uma mensagem: “Tenham fé! Nada vai acontecer de ruim. Rezo por vocês!”

Apesar de proibido, alguns soldados mantinham aparelhos de rádio escondidos para acompanhar as manifestações de Brizola. Não demorou para surgirem os primeiros sinais de insubordinação. Nazzari lembra que a certa altura passaram a ser frequentes entre os soldados perguntas como “o que estamos fazendo aqui”? e “quem realmente são nossos inimigos?

– Havia no 3º pelotão dois soldados cujos pais eram coronéis da Brigada Militar em Porto Alegre. Em caso de confronto, poderia acontecer que pai e filho, em lados opostos, fossem levados a atirar um contra o outro – observa Nazzari, hoje com 71 anos, advogado radicado há cinco décadas em São Paulo.

Além de o Exército estar em desvantagem em relação à Brigada, um dos fatores que pesaram na decisão do general José Machado Lopes de se aliar ao Movimento da Legalidade foi o fato de o moral da tropa indicar, por meio de uma pesquisa, que se tivessem de ir para o confronto a maioria desertaria ou passaria para o outro lado.

O dia 28 de agosto foi de alívio.

– Bastou um soldado nosso acenar uma toalha branca em direção às bases ‘inimigas’ para o pessoal da Brigada Militar sair de seus esconderijos, esfregando as mãos de alegria, indo ao nosso encontro para abraços e confraternização – lembra Nazzari.

O advogado ainda ficou de prontidão até o dia 9 de setembro, quando finalmente o Instituto Imaculado Coração de Maria foi desocupado pelo 3º pelotão. Dias depois, Nazzari mandou uma carta aos familiares que residiam no Interior:

“Hoje, com grande prazer, quero dar boas notícias minhas. Depois de passar 15 dias de grande expectativa, voltou a reinar a calma em Porto Alegre (...).”

O cabo que viu Cordeiro de Farias chegar

O ex-cabo Marcial Ribeiro (ao lado), hoje com 80 anos, é uma da raras testemunhas que viu na noite de 29 de agosto de 1961, por volta das 22h30min, o general Cordeiro de Farias aterrissar na Base Aérea de Canoas, com a missão de assumir o III Exército no lugar de Machado Lopes, àquela altura destituído do comando por ordem do ministro da Guerra, Odílio Denys, por ter se posicionado em defesa da Legalidade.

Machado Lopes já havia respondido à cúpula militar que prenderia o substituto tão logo pisasse em solo gaúcho. A permanência de Cordeiro de Farias foi rápida, sequer o jatinho Paris pôde sair da cabeceira da pista.

O general foi avisado pelo oficial de operações, tenente Stolzman, de que não poderia desembarcar sob pena de ser preso. Incumbido da tarefa de abastecer o avião, Marcial acompanhou o desenrolar da conversa, que durou poucos minutos.

A Base Aérea estava em rebelião, a hierarquia quebrada. No dia anterior, um grupo de sargentos e suboficiais sabotara os caças Gloster Meteor, impedindo que decolassem com o objetivo de calar Brizola.

– O tenente não deixou o general sair do avião. Sugeriu que ele desembarcasse no Aeroporto Salgado Filho, onde provavelmente seria preso pelas forças de Machado Lopes – conta Marcial, morador do município de Arroio Grande.

Cordeiro de Farias esperava ser recebido na Base Aérea por um oficial alinhado aos ministros militares, mas não havia ninguém. Retornou ao Rio de Janeiro logo depois de abastecido o avião.

No dia 7 de setembro, o da posse de Jango, soldados, cabos e sargentos comemoraram durante almoço a volta da normalidade. Dois meses depois, Marcial começou a ser perseguido por oficiais anti-legalistas. Foi abrigado a deixar a Base, pondo fim à carreira militar.