domingo, 29 de maio de 2011

O USO DA CREDIBILIDADE DO BRIGADIANO

MAIS UMA VEZ, O USO DA CREDIBILIDADE DA BRIGADA MILITAR - Pércio Brasil Álvares

Está nos noticiários: o Ministério Público firmou com o Detran e a Brigada Militar um convênio que estabelece uma parceria de atuação a fim de recolher as carteiras de habilitação (CNH) daqueles condutores infratores que tiveram suspenso o direito de dirigir.

Fico surpreso com a medida porque quando os grandes doutos em matéria de trânsito propugnavam a aprovação de um novo Código de Trânsito para o país (que, afinal, veio a lume em 1997 com a Lei nº 9.503, o denominado Código de Trânsito Brasileiro – CTB), o grande discurso desses tecnocratas era o de que se fazia necessário “despolicializar o sistema” (exatamente assim podia-se ler em muitos jornais da época), com um tom que dava a entender que tínhamos um sistema terceiro-mundista totalmente inadequado ao país, repressivo e autoritário, sabe como é, “herança da ditadura”, etc. etc.

Pois bem, passados alguns anos, parece que a tecnocracia começa a repensar a questão.
Gostaria de lembrar que as Polícias Militares, no contexto do CTB, passaram a ser as “gatas borralheiras” do Sistema Nacional de Trânsito e a previsão da lei é de que as PMs só podem atuar na fiscalização do trânsito se os Estados e Municípios as autorizarem a isso, mediante convênios. Ou seja, só serão autoridades no trânsito, se os últimos degraus do sistema lhes conferir o beneplácito. Foram, verdadeiramente, enxotadas pela porta dos fundos, depois de décadas atuando no trânsito em todos os recantos do país e dando unidade à ação de segurança do sistema...

Pois agora, pasmem, a começar pelo presidente do Detran-RS, todos (inclusive o Ministério Público) saltam em defesa da Brigada Militar proclamando-a agente de trânsito assim credenciada pelo Estado etc. e tal...

Não é que as coisas estão mudando mesmo! Será que está faltando alguma credibilidade ao sistema? Pois parece que esse é o ponto...

Vejamos como são as coisas: esse fato de os brigadianos exercerem autoridade no trânsito, que era um lugar-comum há poucos anos atrás está, agora, tão polemizado que há até grandiloqüentes juristas enxergando intransponíveis inconstitucionalidades nessa empresa em que se vê envolvida a nossa Brigada, deixando entrever, claramente, que o sistema está precisando ter de volta o velho prestígio granjeado pelas instituições de Polícia Militar no contexto do Sistema Nacional de Trânsito, para que se possa encaminhar a resolução de muitos dos problemas que parecem estar no limite de tolerância das autoridades constituídas.

E com os brigadianos é sempre assim: são lembrados na hora em que mais um trabalho precisa ser realizado com eficiência.

Sem entrar no mérito da questão, o episódio está servindo para expor a necessidade de um resgate necessário das Polícias Militares no contexto do Sistema Nacional de Trânsito que, na atualidade, além de ter tomado uma feição verdadeiramente teratológica, está perdido num mar de incoerências e incertezas.

Nesse aspecto talvez seja bom, antes de tudo, procurar saber se o Código de Trânsito adotado no país possui um sistema legal coerente. Basta avaliar, por exemplo, se existe “bis in idem” na aplicação de múltiplas medidas sancionatórias a cada infração praticada, pois a pessoa do infrator primeiramente é multada pela infração, depois recebe uma pontuação negativa (outra medida sancionatória) em seu prontuário de motorista pela mesma infração que já foi sancionada e, depois disso, os pontos relativos a todas as infrações que já foram duplamente sancionadas são novamente valoradas para aplicação de uma terceira medida que também tem natureza de sanção. Não há punição demais para infração de menos aí?...

Os romanos há séculos já diziam: “summum jus, summa injuria” (o excesso de direitos descamba para a injustiça).

Para os brigadianos resta uma doce constatação, apesar de continuarem ganhando muito mal e recebendo cada vez mais trabalho: nada como um dia após o outro!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O VIGILANTE


NO MUNDO ARTÍSTICO TEIXEIRINHA FOI UM EXEMPLO DE AMOR AO RIO GRANDE DO SUL E NUNCA NEGOU SUA ADMIRAÇÃO PELA BRIGADA MILITAR. PARA HOMENAGEAR A CORPORAÇÃO, COMPÔS LETRA E MÚSICA DE "O VIGILANTE". Portal da LABM - Legião Altiva da Brigada Militar.

VITOR MATEUS TEIXEIRA – TEIXEIRINHA 1974

LÁ VEM VINDO O SENTINELA
QUE O ANTISOCIAL NÃO GOSTA
COM AS MÃOS CRUZADAS NAS COSTAS
VIGILANTE NO SEU POSTO

O SEU REVÓLVER COBERTO
DESCOBERTO O CASSETETI
E A ABA DO CAPACETE
FAZENDO SOMBRA NO ROSTO

ESTRIBILHO

O FARDAMENTO TEM A COR DO SOL
O CAPACETE TEM A COR DA LUA
É O BRIGADIANO CUMPRIDOR DA ORDEM
É O VIGILANTE QUE ANDA NA RUA

É O SENTINELA AVANÇADO
REFORÇO NA RETAGUARDA
E O AMOR QUE TEM NÀ FARDA
ENGRANDECE A NOSSA HISTÓRIA

É O QUERO-QUERO PAMPEANO
LEGENDÁRIO FARROUPILHA
DA CIDADE NA COXILHA
SEMPRE CONQUISTOU VITÓRIA

ESTRIBILHO

VAI EM FRENTE BRIGADIANO
CAVALEIRO DA ESPERANÇA
É O PROTETOR DA CRIANÇA
DEFENSOR DA SOCIEDADE

MUITA HONRA E MUITO BRILHO
TEM A SUA INFANTARIA
TAMBÉM A CAVALARIA
REPONTANDO A LIBERDADE



CASA PRÓPRIA PARA O BRIGADIANO


Começa o 1° Feirão da Casa Própria ABAMF - ABAMF IMPRENSA 25/05/2011

Com o auditório lotado, a Associação dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar (ABAMF-BM) lançou hoje o 1° Feirão da Casa Própria. A ação, voltada para a aquisição de imóveis oferecidos com condições especiais para os policiais militares, é realizada em parceria com o Governo do Estado e a Caixa Econômica Federal, e faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

O governador Tarso Genro prestigiou o lançamento do evento, juntamente com autoridades do primeiro escalão do governo, do comandante-geral da Brigada Militar, coronel Sérgio Abreu, e do superintendente da Caixa Econômica Federal em Porto Alegre, Valdemir Colla. O presidente da ABAMF-BM, Leonel Lucas, aproveitou a presença do governador e pediu a implantação do piso salarial de R$ 3,2 mil para servidores da segurança pública, conforme conforme compromisso assumido em campanha eleitoral.

Lucas destacou alguns dos principais pleitos dos colegas de farda às autoridades presentes. A tônica do discurso foi voltada para a adoção do piso salarial de R$ 3,2 mil para a categoria, uma das promessas de campanha do governador. “A nossa tropa não dorme. Na rua, somos médicos, parteiros, advogados, psicólogos. E temos, mesmo assim, o pior salário do Brasil. Estamos preocupados com a situação da categoria”, afirmou. O presidente da ABAMF-BM ainda revelou ao comandante-geral da BM que a associação tem recebido muitos pedidos de colegas no sentido de incentivar a realização de cursos de formação ainda neste semestre. Também destacou os problemas enfrentados pela IBCM, que terá prejuízo mensal estimado em R$ 600 mil por conta de burocracias impostas pela Secretaria Estadual da Fazenda, que exigirá o código de autentificação de cada servidor para a realização de procedimentos médicos.

O soldado defendeu que, para ter moradia digna, o policial precisa, em primeiro lugar, receber um salário digno. O presidente da ABAMF-BM explicou que, durante os sete dias de feirão, as três imobiliárias parceiras oferecerão produtos adequados ao perfil dos brigadianos. “Isso aqui é o começo de tudo. O Feirão da Casa Própria ABAMF-BM será estendido a todo o Estado, através das nossas regionais”, disse Lucas.

O governador Tarso Genro reconheceu que, apesar de estar dando os primeiros passos rumo ao aperfeiçoamento do Pronasci no RS, o caminho ainda é longo. Ele contou que, ao participar de reunião de governadores recentemente, encontrou resistência dos mesmos em aprovar a PEC 300. E sugeriu a troca de estratégia para a aprovação da proposta no Congresso Nacional. “A maioria dos governadores dizem que não poderão pagar os salários dos policiais, combinado com o piso do Magistério, já determinado pelo STF. É necessário mudar de estratégia para que se obtenha a maioria dos votos para aprovação da PEC 300”, afirmou Tarso.

O governador gaúcho sugeriu a criação de um fundo fechado de transferência de recursos para ajudar os estados a pagarem os salários dos servidores da segurança pública. “Sou a favor da PEC, mas é necessária uma estratégia, que deverá envolver a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que precisarão também de um fundo complementar para ajudar os estados a pagarem os seus salários”.

Tarso Genro voltou a dizer que é necessária a reorganização das finanças públicas do RS, “antes que o Estado seja inviabilizado”. Referindo-se especialmente à previdência, o governador reafirmou que encaminhará o Plano de Sustentabilidade Financeira à Assembleia Legislativa e que espera aprová-lo. “Não tenho medo de fazer (as mudanças necessárias na previdência) e vou fazer. O projeto protege quem mais precisa e que não serão onerados. Uma coisa é manter a aposentadoria integral de quem ganha R$ 30 mil por mês. Esse tem que pagar mais. Outra coisa é a de quem recebe R$ 2 mil, R$ 3 mil. Esse tem que ser preservado”, disse o governador.

Café da manhã antecedeu o lançamento do Feirão

Um café da manhã oferecido no restaurante da ABAMF-BM antecedeu a solenidade de lançamento do 1° Feirão da Casa Própria ABAMF-BM. Na ocasião, o presidente da entidade, Leonel Lucas, apresentou as imobiliárias Rial, Lopes e Noblesse, que integram o feirão, e oferecerão mais de 5 mil imóveis aos brigadianos. Apresentou também a GDM Seguros e Negócios, encarregada de encaminhar os trâmites entre os compradores e a Caixa, e seus correspondentes bancários, Marisa Vieira e Mauro Doebber.

O representante da Caixa, Valdemir Colla, destacou que os feirões de imóveis são uma ótima oportunidade para adquirir a casa própria. “Esse convênio firmado com o governo do Estado, especialmente, tem condições diferenciadas para os policiais militares, sendo a principal delas a flexibilização da pesquisa cadastral aos órgãos de proteção ao crédito”, afirmou Colla. Segundo ele, em 2003, a Caixa financiou R$ 5 bilhões para a compra de imóveis e, em 2010, esse número saltou R$ 77 bilhões.

O comandante-geral da BM, coronel Sérgio Abreu, ressaltou que a iniciativa do feirão proporcionará um caminho para a melhora da qualidade de vida dos policiais militares e também como fator de motivação aos servidores que trabalham para cuidar da segurança pública. O titular da Secretaria da Segurança Pública, Airton Michels, concordou. “Os policiais militares estão diretamente em contato com a população, enfrentando muitas dificuldades. A primeira providência que o governador, ainda na transição, me solicitou foi a questão habitacional dos companheiros da Brigada Militar. Já começamos a desempenhar ações nos municípios visando ao enfrentamento dessa questão”, disse Michels.

Participaram também da solenidade o secretário da Justiça e Direitos Humanos, Fabiano Pereira; o coordenador da Assessoria Superior do Governador, Flávio Koutzii; o secretário-adjunto da Segurança Pública, Juarez Pinheiro; o chefe de Polícia, Ranolfo Vieira Júnior; o vice-presidente do Tribunal de Justiça Militar do RS, João Vanderlan Rodrigues Vieira; o presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da BM, Aparício Santellano.

O QUE É:

O 1° Feirão da Casa Própria ABAMF-BM acontece das 9h às 18h na sede da ABAMF-BM (Av. Veiga, 223), em Porto Alegre, até o dia 31.

PELO ACORDO, A CAIXA NÃO EXIGE REGULARIDADE CADASTRAL DOS INTERESSADOS (SPC, Serasa).

QUEM PODE BENEFICIAR-SE: servidores da Brigada Militar, Polícia Civil, Superintendência dos Serviços Penitenciários e Instituto-Geral de Perícias ativos, inativos, viúvas e pensionistas, que tenham renda bruta familiar até R$ 2.790,00 (valor a ser reajustado).

VALOR DOS IMÓVEIS QUE PODEM SER FINANCIADOS: a) na Capital: até R$ 150.000,00; b) na Região Metropolitana ou municípios que tenham mais de 250.000 habitantes: até R$ 130.000,00; c) demais municípios: até R$ 100.000,00.

PRAZO DE PAGAMENTO: até 30 anos, com as seguintes taxas de juro: a) renda familiar bruta até R$ 2.325,00: 5,00% ao ano e b) renda familiar bruta até R$ 2.790,00: 6,00% ao ano.

VALOR DA PRESTAÇÃO: calculada de acordo com a capacidade de pagamento, renda familiar bruta, idade do contratante, bem como margem de consignação de até 30%.

MODALIDADES: a) Aquisição de imóvel na planta; b) Aquisição de imóvel novo individual ou vinculado a empreendimento que não tenha sido habitado; c) Aquisição de terreno com construção da casa própria; d) Construção em terreno próprio.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - PARABÉNS À ABAMF PELA INICIATIVA INÉDITA DE FAVORECER A FAMÍLIA BRIGADIANA ABRINDO OPORTUNIDADES PARA O SONHO DA CASA PRÓPRIA. NOSSOS APLAUSOS MERECIDOS, EFUSIVOS E SINCEROS QUE PARTEM DE QUEM NASCEU NUMA FAMÍLIA DE SOLDADO DA BRIGADA MILITAR E SABE DAS DIFICULDADES DESTA CLASSE EM OBTER UM CANTO PARA MORAR, PARA ORGULHO E SEGURANÇA DO CONJUGE, FILHOS E AVÓS.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

POPULAÇÃO CUMPRIMENTA PM DO 11° BPM QUE MATOU ASSALTANTE


"O povo está cansado de ser assaltado", diz PM que matou assaltante em farmácia da Capital. Soldado Rodrigo Rodrigues Ziebell recebeu cumprimentos da população - André Mags - ZERO HORA 26/05/2011

Palmas e incentivos acompanharam o soldado Rodrigo Rodrigues Ziebell, do 11° Batalhão de Polícia Militar, na saída de uma farmácia assaltada no bairro Floresta, em Porto Alegre, na noite de quarta-feira.

Ele havia acabado de matar o criminoso e se tornado o herói da vizinhança. Ziebell foi cumprimentado pela população e narrou à Zero Hora como aconteceu a abordagem. Confira os principais trechos:

Zero Hora – Como foi a chegada à farmácia?
Soldado Rodrigo Rodrigues Ziebell – Recebemos a informação de uma senhora sobre o assalto e fomos ao local. Eu vi um homem voltando para o interior da farmácia. Paramos e estranhei que não havia funcionários.

ZH – Como foi o confronto?
Ziebell – Tiramos os funcionários e entramos. Ele estava atrás de uma porta. Nos viu e atirou duas vezes. Atirei três vezes. Acertei as três.

ZH – O que você sentiu na hora?
Ziebell – A adrenalina sobe. Mas não foi a primeira vez.

ZH – O que você achou da postura da população?
Ziebell – A gente se sente gratificado. É difícil o reconhecimento, hoje em dia. Normalmente, nós somos xingados.

ZH – Nunca tinha sido cumprimentado antes, nas ruas?
Ziebell – Já, mas não desse jeito.

ZH – Chamaram você de herói.
Ziebell – É... isso prova que o povo está cansado de ser assaltado. Infelizmente, é uma vida (do assaltante), mas não é um inocente.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

OFICIAIS PIONEIRAS


Oficiais pioneiras na Brigada Militar - Rosane de Oliveira, ZERO HORA, 01/05/2011

Quando Janete Consuelo Ferreira (E), Ana Haas, Carmen Andreola e Sílvia Vissot Bitencourt entraram para a Brigada Militar, há 25 anos, estavam quebrando um tabu: eram, junto com mais seis colegas, as primeiras mulheres a frequentar a academia da centenária instituição. Entraram sabendo que chegariam no máximo ao posto de capitão. O tempo passou, as regras mudaram e as quatro acabam de ser promovidas a tenente-coronel.

Em 1986, Janete tinha 25 anos e era formada em Serviço Social; Ana, aos 23, em Educação Física; Carmen, 25, em Enfermagem, e Sílvia, 24, em Farmácia. Nunca tinham segurado uma arma na mão.

Desses 25 anos, cada uma guarda uma lembrança do melhor e do pior momento. Carmen lembra de quando ajudou a prender um jovem traficante na Restinga, pai de um menino de pouco mais de dois anos. Quando estavam levando o pai, o menino ameaçou: “Quando eu crescer, vou matar vocês”.

– O pior foi quando precisei entregar o corpo de um soldado morto ao pai que morava no Interior – relata Silvia.

Para Ana, o mais difícil foi quando acompanhava uma manifestação do MST e o grupo depredou o prédio da Receita Federal:

– Eles jogavam foices, paus e pedras por cima de nós.

Janete e Sílvia, cada uma mãe de duas meninas, tiveram dificuldade para conciliar a maternidade e as tarefas de brigadianas. Mas sobreviveram.

Quando falam do significado de serem as primeiras a chegar no penúltimo degrau da carreira, não hesitam: foi uma vitória das mulheres.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

HERÓI PERDE A VIDA NA RODOVIA QUE PROTEGIA

TRÂNSITO VIOLENTO. A morte na estrada que protegia. Sargento da PRE em Farroupilha, Carlos Guimarães da Silva colidiu com uma carreta - BABIANA MUGNOL | Farroupilha, ZERO HORA, 05/02/2011

O sargento Carlos Alberto Guimarães da Silva, 49 anos, morreu na estrada onde costumava zelar pela vida de motoristas. Às 15h40min de ontem, o comandante do Grupo Rodoviário de Farroupilha sofreu um acidente quando retornava com sua viatura de Porto Alegre.

A caminhonete Blazer da corporação colidiu na traseira de um caminhão, no km 50 da ERS-122. O acidente aconteceu na subida da Serra, em um trecho de pista dupla na localidade de Linha Boêmios. Guimarães chegou a ser encaminhado ao Hospital São Carlos, mas não resistiu aos ferimentos.

O motorista da carreta, que transportava um contêiner de vidro, não se feriu. José da Rocha Souza, 65 anos, deslocava-se de Rio Grande com a carga, quando foi surpreendido por um choque na traseira do caminhão.

– Eu vinha a uns 10 km/h, que é o normal de uma carreta carregada, quando escutei um estouro lá atrás. Quando fui ver, a caminhonete tinha entrado embaixo da carreta – contou o caminhoneiro.

De acordo com o comandante do 3º Batalhão Rodoviário da Brigada Militar, capitão Marcelo Ranieri, Guimarães retornava da Capital, onde tinha ido fazer a escolta do ônibus da equipe da SER Caxias, que enfrenta hoje o Grêmio. Guimarães estava sozinho na viatura.

De acordo com o capitão Clodemilton Bueno, comandante da 1ª Companhia Rodoviária de Bento Gonçalves, que atendeu a ocorrência, a causa do acidente deixa dúvidas:

– A suspeita é de que ele possa ter tido um mal súbito, porque não há marcas de freagem na pista, e ele conhecia muito bem a rodovia, porque circulava por ali todos os dias.

Também em Farroupilha, Alex Soletti, 32 anos, morreu à 1h30min de ontem, na Linha Sertorina, no km 105 da RSC-453. Soletti conduzia um Fox, envolvido em uma colisão com um caminhão.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O Sargento da PRE em Farroupilha, Carlos Guimarães da Silva, perdeu a vida na estrada que protegia, mas deixa uma linda e longa história de vida como servidor prestativo e cidadão conceituado, amado e competente em tudo o que abraçava. É mais um herói na longa galeria da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul. Nossos sentimentos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

OS HERÓIS DO MAR



TRIPLO SALVAMENTO. Resgate heroico em Tramandaí. Em horário de folga e sem equipamentos, salva-vidas se arriscaram para resgatar um trio de adolescentes que se afogava - FRANCISCO AMORIM, Zero Hora 05/01/2011

Dois salva-vidas que nadavam no horário de folga resgataram três adolescentes ontem à noite em Tramandaí. Sem equipamento adequados para retirar o trio do mar, a dupla conseguiu manter as vítimas seguras até a chegada de outros companheiros que ajudaram no salvamento

Passava das 20h30min, quando os PMs Marcelo Freitas e Sérgio Müller nadavam próximo à guarita 144, considerada uma das mais movimentadas da praia, junto ao centro, quando perceberam que dois garotos e uma adolescente se afogavam.

– Os dois nadaram em direção ao trio que estava muito assustado. Como estavam sem boias, tiveram que se manter muito tempo embaixo da água para deixar os adolescentes com as cabeças para fora da água. Com isso os salva-vidas beberam muita água – conta o major Daniel Minuzzi, que atua na coordenação dos salva-vidas da Operação Golfinho.

Pelo menos outros quatro salva-vidas que também nadavam nas proximidades viram os colegas em apuros e se somaram ao resgate.

Como também não possuíam equipamentos, tiveram dificuldades para tirar os adolescentes do mar e ajudar os colegas a também saírem da água.

– As vítimas tiveram muita sorte. Já havia passado do horário da presença dos salva-vidas nas guaritas, mas eles sempre têm o costume de nadar um pouco no final da jornada para relaxar e manter o preparo físico para o outro dia. Em geral, os salva-vidas costumam sempre entrar e sair da água próximo à sua guarita. Isso foi decisivo para verem esse pessoal se afogando – explica o oficial.

O trio e os dois salva-vidas foram levados para o posto de saúde 24 horas de Tramandaí por ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Os adolescentes foram liberados minutos depois de chegar ao local. Já os salva-vidas tiveram de ter atendimento médico especial. Como beberam água, ficaram em observação médica durante toda a noite e realizaram exames.

Conforme o comandante regional do Corpo de Bombeiros, Rogério Alberche, os dois salva-vidas atuam diariamente entre as guaritas 144 e 145 e conheciam o trecho da orla onde as vítimas estavam, assim como seus buracos e correntes, o que pode ter sido decisivo no resgate.

– Foram heróis. Por pouco a imprudência desses adolescentes não acaba em um tragédia.

O local onde as vítimas se afogaram já havia registrado ocorrências de resgate ao longo do dia, segundo os salva-vidas que trabalham em Tramandaí. Buracos e correntes de retorno já haviam assustado banhistas que entraram na água próximo à guarita 144, localizada na região central da praia.

Para comandante dos bombeiros, salva-vidas que passaram mal após resgate foram heróis. Segundo o tenente-coronel Rogério Alberche, conhecimento da orla pelos PMs foi decisivo - Francisco Amorim - Zero Hora online, 05/01/2011

Para o comandante regional do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Rogério Alberche, o conhecimento da orla pelos salva-vidas foi decisivo para o sucesso do resgate de três adolescentes que se afogavam em Tramandaí na noite desta terça-feira. Os profissionais, que estavam de folga no momento do salvamento, passaram mal após a operação.

— Foram heróis. Por pouco a imprudência desses adolescentes não acaba em um tragédia — afirmou o tenente-coronel Alberche.

Sem equipamento adequado para retirar o trio do mar, os PMs Marcelo Freitas e Sérgio Müller conseguiram manter as vítimas seguras até a chegada de outros companheiros que ajudaram no salvamento.

Os adolescentes resgatados, Bruno de Boni Herder, 14 anos, a irmã dele Nicole Herder, de 15; e Leonardo Telles, de 16 anos, são de Caxias do Sul e passam bem.

— As vítimas tiveram muita sorte. Já havia passado do horário da presença dos salva-vidas nas guaritas, mas eles sempre têm o costume de nadar um pouco no final da jornada para relaxar e manter o preparo físico para o outro dia. Em geral, os salva-vidas costumam sempre entrar e sair da água próximo à sua guarita. Isso foi decisivo para verem esse pessoal se afogando — explica o major Daniel Minuzzi, que atua na coordenação dos salva-vidas da Operação Golfinho.

O trio e os dois salva-vidas foram levados para o posto de saúde 24 horas de Tramandaí por ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os adolescentes foram liberados minutos depois de chegar ao local. Já os salva-vidas tiveram de ter atendimento médico especial. Como beberam água, ficaram em observação médica durante o início da madrugada.


''Foi um dos resgates mais difíceis que fiz'', diz o salva-vidas Sérgio Müller. Soldado da Brigada Militar relatou os momentos de tensão no resgate dos três adolescentes - Francisco Amorim | francisco.amorim@zerohora.com.br

Em atendimento médico na noite de quarta-feira, o soldado da Brigada Militar Sérgio Müller, 41 anos, relatou os momentos de tensão no resgate dos três adolescentes. Com 22 anos de experiência, o PM diz ter sido um dos resgates mais difíceis já feitos por ele. Confira trechos da entrevista:

Zero Hora — Como vocês localizaram às vítimas em perigo?
Sérgio Müller — Depois do trabalho, a gente foi nadar para relaxar e manter o preparo. A gente estava saindo da água quando os vimos. Eles estavam gritando, muito assustados. Nos aproximamos e tentamos mantê-los com a cabeça fora da água. Eles estavam em um buraco, uma corrente os puxava para o fundo. Foi um dos resgates mais difíceis que já fiz

ZH — Por que o resgate foi mais do que outros feitos pelo senhor?
Müller — Estávamos sem os aparelhos, sem boia para o resgate. Éramos dois para garantir a vida dos três. Tomamos muita água porque precisávamos ir no fundo, para erguê-los. Quando outros coelgas chegaram, conseguimos tirá-los da água

ZH — Sentiu medo de se afogar também?
Müller — Sim, pois estávamos sem equipamentos. Apesar do preparo, na hora é difícil. Tentamos manter a calma. Eles tiveram sorte de a gente sair da água bem onde eles estavam. Durante o dia já havia dado muita ocorrência naquele local

ZH — Qual o conselho que o senhor dá aos banhistas?
Müller — Não entre na água depois de os salva-vidas encerrarem a jornada de trabalho, depois de os salva-vidas deixarem à guarita. Se banhe bem na beirada. Não se arrisque. Eles adolescentes tiveram muita sorte de a gente estar lá.